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ups ... shame on me!

por nans, em 01.04.13

Shame on me ... há imenso tempo que não actualizo o blog!

Da última vez que por aqui passei, tinha um trial shift numa fish and chip shop. Até que correu bem, tão bem que eles acabaram por me pedir para ir lá no dia seguinte para mais um trial shift. Desconfiei um pouco, porque já me tinham avisado que certos patrões aproveitam-se do trial shift, porque não são pagos e assim têm alguém que lhes faça o trabalho de graça.

Disse a mim mesma que dois trial shifts eram aceitáveis, um terceiro já era abusar. Por isso, no dia seguinte lá fui.

Estive lá apenas duas horas, porque entretanto eles tinham chamado outra rapariga para fazer o trial shift dela e o movimento da loja estava mesmo muito parado. Lá me vim embora com a promessa que na Segunda Feira seguinte receberia um telefonema a dizer se tinha ou não ficado com o emprego. Até hoje, nada de telefonema, sms ou e-mail.

Claro que fiquei desanimada, mas nem tive tempo para digerir isso, porque ainda tinha a entrevista de emprego no restaurante Sul Africano e nessa mesma Segunda Feira recebi uma chamada para outra entrevista de emprego num dos locais do Fringe (festival escocês, qualquer dia faço um post a explicar do que se trata).  Resumindo, Terça Feira teria uma entrevista de emprego, na Quarta Feira teria outra.

Fui ás duas e, sinceramente, não fiquei grande fã do restaurante Sul Africano, mas queria mesmo ficar com o emprego no café (o tal local do Fringe).

A semana passada fui a outra entrevista de emprego, para um restaurante, o senhor que me entrevistou tinha mesmo ar de mafioso e tenho a dizer que foi a entrevista de emprego mais estranha a que já fui.

Cheguei, entreguei o meu CV, o homem deu uma vista de olhos, ambos reclamamos por os ingleses pronunciarem mal os nossos nomes (ele claramente não era escocês ou inglês) e depois ele pegou na agenda e disse que me ligaria dali a dois dias para marcarmos um trial shift. Até hoje, nada.

Pode parecer infantil da minha parte, mas sou da opinião que a partir do momento em que se diz a uma pessoa que vai fazer uma coisa, que a façam, caso contrario não lhe prometam nada. Gosto de ir a entrevistas de emprego e ouvir coisas do género “eu vou ligar-te para fazeres um trial shift” e a pessoa realmente ligar. Ouvir alguém dizer que liga e depois não liga, not cool. E isto agora parece aquela parte nos filmes em que o rapaz promete ligar a rapariga e acaba por não ligar. Enfim.

As entrevistas de emprego continuam e se ao inicio ficava completamente nervosa, agora vou como se fosse encontrar um amigo. Já me habituei e o nervosismo já quase não existe.

 

E depois temos dois episódios caricatos que me aconteceram quando fui a entrevista de emprego para o restaurante Sul Africano.

Estava eu na paragem de autocarro, a ouvir o senhor Tveit, contente da vida, e de repente noto que alguém está a tentar falar comigo.

Lá tirei os auscultadores e pedi ao rapazinho (sim, um rapaz que não devia ter mais que 18 anos) para repetir o que tinha dito.

E foi algo do género; “Olá, queres ir tomar um café e conversar?” ... primeiro de tudo, não estou habituada a que as pessoas comecem a falar comigo do nada, sobretudo pessoas que nunca vi na vida (e acreditem, aqui acontece isso a toda a hora) e segundo, não estou habituada a que me convidem para “ir beber um café e conversar” ... aliás, nunca tal aconteceu nos meus vinte e cinco anos de vida.

Não tinha qualquer motivo para ser antipática com o rapaz, muito pelo contrario, mas aquilo assustou-me imenso, talvez por não estar habituada. Mas meti o meu melhor sorriso, agradeci o convite, mas recusei porque “tinha que ir trabalhar”. Okay, eu não tinha que ir trabalhar, mas tinha uma entrevista de emprego e ele não precisava de saber os detalhes.

Depois disso, o rapaz, que assumi que estava a espera do autocarro, saiu da paragem e foi para a paragem do outro lado da rua.

 

Depois deste episodio, quando estava a voltar para casa, já dentro do autocarro, senta-se um homem no banco em frente ao meu. Até aqui nada de mais,  algo comum.

As coisas não se tornaram nada comuns quando o homem se inclina para a frente e decide deixar a sua marca no autocarro, if you know what I mean. E não foi nada silencioso, foi bastante audível. Para terem uma ideia, eu estava com os auscultadores e ouvi perfeitamente.

Uma coisa é as pessoas soltarem gases tóxicos e nós nem darmos por ela, outra coisa é nós sabermos o que acabou de acontecer.

Mas deduzo que este tipo de coisas é bastante comum, porque olhei a minha volta, a ver se mais alguém estava tão chocado como eu, mas as pessoas pareciam nem ter reparado.

Juro que estes escoceses são mesmo muito estranhos.

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