Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



...

por nans, em 26.04.13

Hoje é um daqueles dias em que só me apetece enfiar na cama, esperar que o dia passe e esperar que amanha o meu humor esteja melhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Hello Ron ...

por nans, em 14.04.13

(...) I’d like to repeat the advice I gave you before, in that I think you really should make a radical change in your lifestyle and begin to boldly do things which you may previously never have thought of doing or been to hesitant to attempt. So many people live within unhappy circumstances and yet will not take the initiative to change their situation because they are conditioned to a life of security, conformity, and conservatism, all of which may appear to give one piece of mind, but in reality nothing is more damaging to the adventurous spirit within a man than a secure future. The very basic core of a man’s living spirit is his passion for adventure. The joy of life comes from our encounters with new experiences, and hence there is no greater joy than to have an endlessly changing horizon, for each day to have a new and different sun. If you want to get more out of life, Ron, you must lose your inclination for monotonous security and adopt a helter-skelter style of life that will at first appear to you to be crazy. But once you become accustomed to such a life you will see its full meaning and its incredible beauty. And so, Ron, in short, get out of Salton City and hit the Road. I guarantee you will be very glad you did. But I fear that you will ignore my advice. You think I am stubborn, but you are even more stubborn than me. You had a wonderful chance on your drive back to see one of the greatest sights on earth, the Grand Canyon, something every American should see at least once in his life. But for some reason incomprehensible to me you wanted nothing but to bolt for home as quickly as possible, right back to the same situation which you see day after day after day. I fear you will follow this same inclination in the future and thus fail to discover all the wonderful things that God has placed around us to discover. Don’t settle down and sit in one place. Move around, be nomadic, make each day a new horizon. You are still going to live a long time, Ron, and it would be a shame if you did not take the opportunity to revolutionize your life and move into an entirely new realm of experience.

You are wrong if you think Joy emanates only or principally from human relationships. God has placed it all around us. It is in everything and anything we might experience. We just have to have the courage to turn against our habitual lifestyle and engage in unconventional living.

My point is that you do not need me or anyone else around to bring this kind of light in your life. It is simply waiting out there for you to grasp it, and all you have to do is reach for it. The only person you are fighting is yourself and your stubbornness to engage in new circumstances.

Ron, I really hope that as soon as you can you will get out of Salton City, put a little camper on the back of your pickup, and start seeing some of the great work that God has done here in the American West. you will see things and meet people and there is much to learn from them. And you must do it economy style, no motels, do your own cooking, as a general rule spend as little as possible and you will enjoy it much more immensely. I hope that the next time I see you, you will be a new man with a vast array of new adventures and experiences behind you. Don’t hesitate or allow yourself to make excuses. Just get out and do it. Just get out and do it. You will be very, very glad that you did.

Take care Ron,

Alex

 

(Christopher "Alexander Supertramp" McCandless letter to Ron Franz)

Autoria e outros dados (tags, etc)


ups ... shame on me!

por nans, em 01.04.13

Shame on me ... há imenso tempo que não actualizo o blog!

Da última vez que por aqui passei, tinha um trial shift numa fish and chip shop. Até que correu bem, tão bem que eles acabaram por me pedir para ir lá no dia seguinte para mais um trial shift. Desconfiei um pouco, porque já me tinham avisado que certos patrões aproveitam-se do trial shift, porque não são pagos e assim têm alguém que lhes faça o trabalho de graça.

Disse a mim mesma que dois trial shifts eram aceitáveis, um terceiro já era abusar. Por isso, no dia seguinte lá fui.

Estive lá apenas duas horas, porque entretanto eles tinham chamado outra rapariga para fazer o trial shift dela e o movimento da loja estava mesmo muito parado. Lá me vim embora com a promessa que na Segunda Feira seguinte receberia um telefonema a dizer se tinha ou não ficado com o emprego. Até hoje, nada de telefonema, sms ou e-mail.

Claro que fiquei desanimada, mas nem tive tempo para digerir isso, porque ainda tinha a entrevista de emprego no restaurante Sul Africano e nessa mesma Segunda Feira recebi uma chamada para outra entrevista de emprego num dos locais do Fringe (festival escocês, qualquer dia faço um post a explicar do que se trata).  Resumindo, Terça Feira teria uma entrevista de emprego, na Quarta Feira teria outra.

Fui ás duas e, sinceramente, não fiquei grande fã do restaurante Sul Africano, mas queria mesmo ficar com o emprego no café (o tal local do Fringe).

A semana passada fui a outra entrevista de emprego, para um restaurante, o senhor que me entrevistou tinha mesmo ar de mafioso e tenho a dizer que foi a entrevista de emprego mais estranha a que já fui.

Cheguei, entreguei o meu CV, o homem deu uma vista de olhos, ambos reclamamos por os ingleses pronunciarem mal os nossos nomes (ele claramente não era escocês ou inglês) e depois ele pegou na agenda e disse que me ligaria dali a dois dias para marcarmos um trial shift. Até hoje, nada.

Pode parecer infantil da minha parte, mas sou da opinião que a partir do momento em que se diz a uma pessoa que vai fazer uma coisa, que a façam, caso contrario não lhe prometam nada. Gosto de ir a entrevistas de emprego e ouvir coisas do género “eu vou ligar-te para fazeres um trial shift” e a pessoa realmente ligar. Ouvir alguém dizer que liga e depois não liga, not cool. E isto agora parece aquela parte nos filmes em que o rapaz promete ligar a rapariga e acaba por não ligar. Enfim.

As entrevistas de emprego continuam e se ao inicio ficava completamente nervosa, agora vou como se fosse encontrar um amigo. Já me habituei e o nervosismo já quase não existe.

 

E depois temos dois episódios caricatos que me aconteceram quando fui a entrevista de emprego para o restaurante Sul Africano.

Estava eu na paragem de autocarro, a ouvir o senhor Tveit, contente da vida, e de repente noto que alguém está a tentar falar comigo.

Lá tirei os auscultadores e pedi ao rapazinho (sim, um rapaz que não devia ter mais que 18 anos) para repetir o que tinha dito.

E foi algo do género; “Olá, queres ir tomar um café e conversar?” ... primeiro de tudo, não estou habituada a que as pessoas comecem a falar comigo do nada, sobretudo pessoas que nunca vi na vida (e acreditem, aqui acontece isso a toda a hora) e segundo, não estou habituada a que me convidem para “ir beber um café e conversar” ... aliás, nunca tal aconteceu nos meus vinte e cinco anos de vida.

Não tinha qualquer motivo para ser antipática com o rapaz, muito pelo contrario, mas aquilo assustou-me imenso, talvez por não estar habituada. Mas meti o meu melhor sorriso, agradeci o convite, mas recusei porque “tinha que ir trabalhar”. Okay, eu não tinha que ir trabalhar, mas tinha uma entrevista de emprego e ele não precisava de saber os detalhes.

Depois disso, o rapaz, que assumi que estava a espera do autocarro, saiu da paragem e foi para a paragem do outro lado da rua.

 

Depois deste episodio, quando estava a voltar para casa, já dentro do autocarro, senta-se um homem no banco em frente ao meu. Até aqui nada de mais,  algo comum.

As coisas não se tornaram nada comuns quando o homem se inclina para a frente e decide deixar a sua marca no autocarro, if you know what I mean. E não foi nada silencioso, foi bastante audível. Para terem uma ideia, eu estava com os auscultadores e ouvi perfeitamente.

Uma coisa é as pessoas soltarem gases tóxicos e nós nem darmos por ela, outra coisa é nós sabermos o que acabou de acontecer.

Mas deduzo que este tipo de coisas é bastante comum, porque olhei a minha volta, a ver se mais alguém estava tão chocado como eu, mas as pessoas pareciam nem ter reparado.

Juro que estes escoceses são mesmo muito estranhos.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D